| Casos de gripe suína na população Yanomami |
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| Escrito por Secoya |
| Ter, 02 de Fevereiro de 2010 13:57 |
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Foram diagnosticados casos de gripe suína (H1N1) entre os Yanomami das aldeias do Ixima, Pukima, Komixiwë e Kona, localizadas no Rio Marauiá, afluente da margem direita do Rio Negro, município de Santa Isabel do Rio Negro/AM. Na aldeia do Kona, a gripe pode ser a causa de dois óbitos , este xapono(casa comunitária dos Yanomami) fica localizado na cabeceira do Rio Marauiá, muito próximo à fronteira com a Venezuela. Na calha deste rio vive uma população de 1500 Yanomami, que mantém contato freqüente com seus parentes do rio Padauiri e seus afluentes. A preocupação é ainda maior pelo fato de que um surto de gripe suína havia sido identificado entre os meses de novembro e dezembro 2009 em diversas regiões da área Yanomami da Venezuela (Ocamo, Mavaca, Plantanal e Alto Orinoco). Considerando as relações de alguns xapono Yanomami da Venezuela com seus parentes do Brasil, as possibilidades de ocorrência de contágio são enormes. A Secoya integrou recentemente um Grupo de Trabalho com representantes da Secretaria de Estado para os Povos Indígenas - SEIND, Secretaria de Estado de Saúde - SUSAM, Fundação de Vigilância Sanitária - FVS, Fundação Nacional de Saúde - CORE-AM, Fundação Nacional do Índio - FUNAI, Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira-COIAB com o objetivo de definir estratégias de combate à doença, incluindo a liberação emergencial de vacinas para esta população. Uma primeira demanda corresponde a 30 mil doses para a área Yanomami, avaliada como sendo de alta vulnerabilidade. Em um segundo momento serão solicitadas mais 50 mil doses para áreas indígenas localizadas em regiões de fronteira. A grande mobilidade dos Yanomami entre xapono , com as cidades circunvizinhas e com os seus parentes da Venezuela, representa um fator de risco que precisa ser considerado na definição das estratégias das equipes de saúde. Além disso, é reconhecida a fragilidade dos Yanomami para infecções pulmonares, principalmente entre crianças até 5 anos de idade. Caso não haja um acompanhamento próximo das equipes locais de saúde , um simples resfriado pode se transformar rapidamente numa pneumonia e provocar, em poucos dias, a morte da criança. O desafio nesse momento é convencer as autoridades sanitárias a liberar essas vacinas antes da programação oficial da campanha nacional de vacinação, que deverá ocorrer a partir de março, segundo informações do Ministério da Saúde. Leia a carta enviada pelo Grupo de Trabalho ao Ministério da Saúde aqui: Carta ao Ministério da Saúde H1N1
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