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PF deflagra operação de combate a garimpo na Terra Yanomami PDF Imprimir E-mail
Qua, 13 de Maio de 2015 12:32

Operação policial foi realizada simultaneamente em cinco estados visando desarticular organização que extrai ouro na Terra Indígena Yanomami

A Polícia Federal (PF), em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e Polícia Militar, deflagrou, na manhã de ontem, a operação Warari Koxi. A ação teve como foco combater e desarticular uma suposta organização criminosa que agia na extração ilegal de ouro e pedras preciosas em áreas da Terra Indígena Yanomami, provocando prejuízos de R$ 17 milhões, além dos danos ambientais.

Em Roraima, houve a condução coercitiva de cinco servidores públicos para depor na PF e a prisão de um proprietário de uma draga usada na extração de minério. Dos servidores envolvidos, foi determinado judicialmente o imediato afastamento de dois deles de suas funções ligadas à Fundação Nacional do Índio (Funai). Eles são acusados de receber propinas para repassar informações sobre operação policial para os garimpeiros.

“A investigação apontou que há fortes indícios do envolvimento deles nessa operação criminosa que por dever das suas funções deveria coibir. Ou seja, ele ganha para proteger a cultura e o patrimônio indígena, no entanto, estava atuando nessa organização criminosa", disse o delegado regional de Combate ao Crime Organizado da PF, Alan Robson Ramos.

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Lançamento do Mapa da Bacia do Rio Negro PDF Imprimir E-mail
Qui, 16 de Abril de 2015 14:29

Resultado de um trabalho realizado pela Rede Rio Negro durante o ano de 2014, o Mapa Bacia do Rio Negro: uma visão socioambiental já está disponível em português e espanhol em formato impresso e digital para download gratuito.

A publicação apresenta uma visão socioambiental sobre a maior bacia de águas pretas do mundo, com extensão de aproximadamente 70 milhões de hectares, situada na porção noroeste da Amazônia, região de ocupação histórica e tradicional de dezenas de povos indígenas e compartilhada por quatro países: Brasil, Colômbia, Guiana e Venezuela.

Trata-se de um grande corredor de diversidade socioambiental, com paisagens bastante diversas e conservadas.

Parte dos direitos territoriais coletivos estão reconhecidos como Terras Indígenas e Unidades de Conservação de Uso Sustentável em sobreposição e vizinhas à Unidades de Conservação de Proteção Integral. Há, no entanto, processos de ordenamento territorial ainda inacabados e Terras Indígenas em identificação pela Funai.

Além de informações cartográficas georreferenciadas, o mapa traz fotografias de cenas típicas da região e artigos com informações a respeito dos modos de vida e a cultura das populações rionegrinas, ecologia, saberes, infraestrutura e ameaças. Está disponível no site da Rede Rio Negro http://www.rionegro.org.br ou pelo http://www.facebook.com/rederionegro.

Mapa colaborativo

A partir do lançamento da Bacia do Rio Negro: uma visão socioambiental a Rede Rio Negro pretende inaugurar um sistema de interação e um ambiente colaborativo para a edição de novas versões do mapa e textos. Instituições, pesquisadores, conhecedores, viajantes e moradores poderão enviar suas colaborações.

A ideia é manter um banco de dados atualizado sobre a Bacia do Rio Negro por meio de um ambiente de cooperação, produzir alertas e análises sobre ameaças e pressões, bem como valorizar e divulgar o vasto patrimônio socioambiental da região.

Mapa em Português:

http://www.rionegro.org.br/sites/rionegro.org.br/files/mapa_port_fim.pdf

Mapa em Espanhol:

http://rionegro.org.br/sites/rionegro.org.br/files/mapa_espanhol_fim.pdf

 
Devolução de amostras de sangue indevidamente coletadas PDF Imprimir E-mail
Seg, 13 de Abril de 2015 19:50

Depois de uma década de ações judiciais e campanhas internacionais, as amostras de sangue do povo Yanomami coletadas entre os anos de 1967 e 1970 sem sua autorização, para pesquisas genéticas em laboratórios de universidades dos Estados Unidos foram repatriadas ao Brasil.

Para o povo Yanomami, o sangue coletado indevidamente representou um crime contra seus costumes tradicionais, além de atentar contra a própria Constituição brasileira. Muitos dos indígenas que tiveram material genético coletado pelos pesquisadores norte-americanos já são falecidos. O seu sangue são restos mortais que os Yanomami costumam cremar.

Os Yanomami descobriram que as amostras de sangue foram coletadas sem autorização, quando o jornalista norte-americano Patrick Tierney lançou o livro “Trevas no Eldorado”, no ano 2000. Neste livro, o jornalista denunciou que o geneticista James Van Gundia Nell e o antropólogo Napoleon Chagnon, ambos norte-americanos, coletaram mais de 12 mil amostras de sangue em cerca de 3.000 Yanomami.

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A Secoya participa da XXI reunião do Condisi Yanomami PDF Imprimir E-mail
Qua, 01 de Abril de 2015 00:00

Do dia 16 a 18 de março de 2015, a Secoya participou da XXI reunião do Condisi Yanomami (Conselho Distrital de Saúde Yanomami e Yekuana) realizada em Boa Vista. Os dois primeiros dias foram dedicados a apresentação da prestação de contas do ano 2014, seguido pela apresentação dos programas do DIASI tais como o departamento de farmacologia, edificação e saneamento ambiental, programa da oncocercose, etc.

O ultimo dia, os conselheiros Yanomami apresentaram a situação vivenciada nos seus respectivos xapono. Na maioria dos lugares, os Yanomami relataram uma alta incidência de óbitos. Os problemas ligados a água contaminada estão recorrentes, a edificação de sistema de tratamento e abastecimento de água potável cobrindo só poucos xapono. Houve igualmente menção de falta de material tais como motor de polpa, geradores, microscópios, inadequação das infra-estruturas como postos de saúde e alojamentos dos funcionários, etc.

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A Situação do Atendimento de Saúde aos Yanomami PDF Imprimir E-mail
Ter, 31 de Março de 2015 12:53

Organizações indígenas estão preocupadas com a situação do atendimento de saúde aos Yanomami. Para a situação de saúde na Terra Indígena Yanomami melhorar deve-se mudar a forma de atuação do Distrito Sanitário Yanomami, garantindo a sua autonomia administrativa e financeira, a capacitação do controle social, a qualificação dos recursos humanos disponíveis, especialmente do Agente Indígena de Saúde. Deve-se, também, equipar melhor os postos de saúde localizados na T.I. Yanomami para oferecer condições adequadas á realização do atendimento primário, diminuindo assim o número de remoções para a Casa do Índio (CASAI) em Boa Vista.

Também de grande preocupação é a grave situação de saúde enfrentada atualmente pelos Yanomami em algumas regiões. Por conta disso, a Hutukara, juntamente com o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (CONDISI) e as demais organizações indígenas da T.I. Yanomami - KURIKAMA, APYB, AYRCA e TEXOLI, estão solicitando uma audiência urgente com o Ministro da Saúde, Dr. Arthur Chioro, e com o responsável pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), Dr. Antônio Alves, na esperança de terem suas reivindicações atendidas.

Em março de 2014 a Hutukara organizou um encontro com as lideranças tradicionais, conselheiros e organizações indígenas Yanomami e Ye´kwana, para discutir a grave crise da assistência à saúde na Terra Indígena, caracterizada por altas taxas de mortalidade infantil, baixa cobertura de vacinação, aumento do número de casos de malária, ausência de medicamentos, e falhas no serviço de prevenção.

Na ocasião os participantes do encontro elencaram uma pauta de reinvindicações para reverter esta situação, que permanece atual, sendo ela:

Capacitação continuada dos conselheiros Yanomami e Ye’kuana (três cursos por ano planejados em conjunto com as organizações indígenas).

Formação continuada, priorização e profissionalização dos trabalhos dos: AIS, Microscopistas, Intérpretes, AISAN e Assessores Indígenas.

Implementar a autonomia administrativa e financeira do DSEI - YY, sendo a decisão sobre a utilização dos recursos pactuada no CONDISI e não em Brasília.

Manter a coordenação no DSEI - YY atual como interina. A nova coordenação deve ser indicada e aprovada pelos membros do CONDISI e não ter só a indicação da SESAI.

É fundamental que a coordenação do Distrito seja pessoa de capacidade técnica e alguém de confiança das organizações indígenas, e não apenas indicação política. A mera rotatividade dos coordenadores SESAI em Boa Vista não resolverá a questão da saúde Yanomami, que exige uma reforma profunda, estrutural, do sistema de atendimento em saúde.

Uma vez mais chamamos a atenção para o fato dos Yanomami serem a maior população indígena de contato recente com a sociedade nacional e que vivem em relativo isolamento e, portanto, vulneráveis às doenças e às consequências do garimpo ilegal na T.I. Yanomami.

Fonte: Hutukara

 
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