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Secoya presta apoio à visita de delegação Yanomami do Rio Marauiá em Manaus

Por Letícia Gama, Assessoria de Comunicação da Secoya


Crédito: Letícia Gama, Assessoria de Comunicação da Secoya


Uma delegação de indígenas Yanomami vinda do rio Marauiá (TI Yanomami) foi recebida em Manaus pela Secoya (Serviço e Cooperação com o povo Yanomami) na semana do dia 16 de janeiro. O objetivo da viagem era desenvolver articulações com entidades relacionadas à educação indígena no estado do Amazonas. O grupo composto por oito indígenas esteve na capital representando a Associação Yanomami Kurikama e os professores do rio Marauiá.


Participaram das reuniões lideranças e professores das comunidades Raita, Ixima, Komixiwë, Ajuricaba e Balaio. O cronograma do grupo incluiu reuniões com a Gerência de Educação Escolar Indígena, ligada à Seduc-AM, com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), dentre outras instituições de apoio à causa indígena na capital.


Foram envolvidos na visita à Gerência de Educação Escolar Indígena a secretária executiva do interior, Ana Maria Freitas e o Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena do Amazonas. Foi pautado na reunião a possibilidade do retorno do projeto Pirayawara. Desenvolvido pela Seduc-AM visando assegurar condições de acesso escolar à população indígena e prover o ensino básico conforme a Legislação Federal, a principal meta do projeto era garantir aos indígenas uma educação diferenciada, específica e intercultural. Outro ponto debatido durante a visita, foi a respeito da transferência das salas anexas da Escola Estadual Pe. José Schneider para a gestão da Seduc-AM.


Em reunião com o reitor e o Departamento de Educação Indígena da UFAM, os Yanomami solicitaram a abertura de um Polo Universitário Indígena no Rio Marauiá: “Chegamos a um consenso de que necessitamos avançar nesse processo específico da educação e sabemos que só a Ufam poderia atender nossos anseios. Desejamos melhor qualificação dos nossos professores yanomami e solicitamos que o reitor olhe a demanda de nosso povo que tem em torno de 240 yanomami que desejam se formar e trabalhar na educação”, destaca a delegação.


Durante a reunião os Yanomami entregaram um documento com a solicitação e o reitor afirmou que a universidade acataria a solicitação, sendo assim, Santa Isabel do Rio Negro poderá contar no futuro com um novo Polo da Ufam. “Ainda não podemos precisar o mês do início das atividades do Polo, mas a demanda foi recebida e encaminhada para providências”, declarou o reitor.


Na UEA, a delegação ouviu o Departamento de Educação Indígena da universidade sobre os programas que a instituição teria a oferecer para a formação dos indígenas Yanomami.


Na agenda também foi incluída uma visita à COIAB (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira), onde houve uma discussão a respeito de apoios e articulações futuras.


Buscando novas perspectivas do controle social a respeito da realidade educacional indígena, a delegação foi até a sede da FOREEIA (Fórum de Educação Escolar Indígena do Amazonas) para conhecerem de perto o trabalho da organização.


Durante toda a estadia da delegação em Manaus, a Secoya acompanhou e articulou junto às instituições parceiras e órgãos de educação do estado o atendimento das solicitações dos Yanomami e forneceu o apoio logístico para a delegação, se posicionando como instituição favoravelmente às demandas da delegação, visando garantir aos Yanomami um acesso cada vez maior à educação de qualidade.


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