“Combater notícias falsas foi o principal desafio na vacinação de indígenas”, afirma enfermeira

Patrícia Viana avalia o atual cenário da pandemia nos territórios e expõe o que tem visto atuando nas aldeias


Publicado em Brasil de Fato

Crédito: Divulgação

De acordo com o levantamento da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), até o dia 18 de janeiro de 2022, 1.255 vidas indígenas foram levadas pela Covid-19. Mesmo que a vacinação esteja caminhando, apenas 47,1% dos indígenas brasileiros foram imunizados com a segunda dose, segundo dados da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI).


A enfermeira Patrícia Viana, que atua na saúde indígena há cerca de 6 anos, no estado do Ceará, participa do Entrevista Central e expõe a realidade que tem acompanhado nos territórios.


"Os próprios indígenas tiveram que fazer uma barreira sanitária, se revezando em 24 horas para conter o avanço do vírus dentro da aldeia", revela.


A especialista também comenta como as informações falsas entraram nas comunidades indígenas e se transformaram em obstáculos para o avanço da vacinação. Na avaliação de Viana "a vacinação foi bem aceita pelas lideranças, mas tivemos que combater essas desinformações".


Sobre o avanço de casos de Influenza no Brasil, a enfermeira comenta que o cenário dentro das aldeias é parecido com o restante do território nacional.


"Nós temos observado o aumento de casos de gripe dentro dos territórios, mesmo sem testes de Influenza, notamos um crescimento significativo de sintomas gripais entre os indígenas", afirma.


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