Crime ambiental contra a Amazônia tem ramificação em mais de 250 cidades de 24 estados brasileiros

Estudo divulgado esta semana revela que o crime ambiental tem se espalhado pelo país, aumentando o desafio no combate ao desmatamento ilegal


Por Amazônia.org.br

Crime ambiental contra a Amazônia tem ramificação em mais de 250 cidades de 24 estados brasileiros
Crédito: Divulgação

Os crimes ambientais contra a Amazônia são cometidos de forma organizada e se espalham por 24 estados e 254 cidades brasileiras, demonstrando que o desmatamento não é apenas um problema local. A conclusão é do estudo do Instituto Igarapé divulgado na quarta-feira (20) que analisou mais de 300 operações da Polícia Federal entre 2016 e 2021.


Foram analisadas operações contra extração ilegal de madeira, grilagem de terras públicas, desmatamento ilegal, mineração e agropecuária com passivos ambientais, além de outras frentes como fraudes, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e pessoas, crimes contra o sistema financeiro, sonegação fiscal, entre outros.

Os estados do Pará, Rondônia e São Paulo se destacam: no Pará houve 83 operações da Polícia Federal em 161 territórios, sendo seguido por Rondônia, em 122 municípios. São Paulo aparece com 36 territórios listados em operações, seguido do Paraná, com 14 e Goiás, com 10 territórios.


O crime ambiental está cada vez mais dentro da floresta, atingindo áreas protegidas e territórios de populações tradicionais. 45% das investigações envolveram crimes em áreas protegidas na Amazônia e 37 terras indígenas foram afetadas, principalmente dos povos Yanomami, em Roraima, e Munduruku no Pará. Desses crimes, pelo menos 19 envolveram alguma dimensão de violência.


O estudo destaca a importância da destinação de terras públicas como um fator de proteção da floresta, que dessa forma, poderiam ser regulamentadas e alvos de políticas específicas para o combate da ilegalidade. Outro ponto importante é o envolvimento de mercados privados, monitorando e controlando suas cadeias produtivas e investindo em inovação para viabilizar alternativas econômicas que valorizem o capital amazônico.


América do Sul


As operações ilegais ultrapassam fronteiras, se espalhando também pelo restante da América do Sul. Ao todo foram 846 territórios envolvidos, sendo 197 em municípios da Amazônia Legal (75%), 57 municípios fora da Amazônia Legal (22%) e oito em cidades e países vizinhos (3%).


As operações tiveram desdobramentos na Guiana Francesa e Venezuela (cinco menções cada), Suriname (quatro), Colômbia (duas), Paraguai e Bolívia (uma menção cada).


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