Os estudos em campo associados aos testemunhos dos Yanomami revelam nítido agravo da situação de saúde com indicadores alarmantes, tal como a taxa de mortalidade infantil, a incidência de doenças diarreicas e de malária, que ocasionam elevada taxa de desnutrição que atinge cerca de 50% das crianças Yanomami de 0 a 5 anos, provocando o aumento da mortalidade infantil.

Em 2016, os dados do Portal da Saúde confirmam as observações em campo, revelando que 65% dos casos de mortalidade infantil indígena são provocadas por doenças evitáveis, tais como: doenças respiratórias, parasitárias e nutricionais.

Prevenção:

Desenvolver de maneira participativa ações de
prevenção das doenças e promoção da saúde.

Valorização do tradicional:

Incentivo à cultura xamã, preservando a cultura Yanomami no tratamento de doenças.

Sistema de Saúde Indígena:

Participação do conselho indígena nas decisões do governo em relação ao sistema de saúde oferecido às comunidades indígenas.

A proposta de atuação distinta e complementar oferecida pela Educação em Saúde busca respeitar o espaço da saúde tradicional, entendendo a prevenção como forma essencial de atuação, evitando muitos males e possibilitando uma corresponsabilidade, a partir da conscientização e aceitação da população, reduzindo a dependência para com a saúde alopática através de um trabalho de prevenção realizado a um baixo custo e com o envolvimento direto da população.

Capacitar

agentes multiplicadores Yanomami nas ações de prevenção das doenças, promoção da saúde e defesa dos direitos;

Desenvolver

as capacidades dos usuários do subsistema de saúde através de um controle social participativo, consciente e crítico;

Fortalecer

o protagonismo dos Agentes Indígenas de Saúde e dos Agentes Indígenas de Saneamento na qualidade de multiplicadores interculturais;

Valorizar

a saúde tradicional favorecendo o diálogo intercultural.

O eixo principal é concebido através da participação ativa dos Yanomami visando uma construção comum do programa através dos agentes multiplicadores - os Agentes Indígenas de Saúde (AIS), os Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN), as lideranças e as mulheres - por suas funções determinantes e representatividades dentro do xapono. Neste sentido, cursos específicos voltados a estes agentes são realizados, com o objetivo de apontar soluções acessíveis e de simples implementação.

Os agentes de saúde tem um papel de mediador cultural entre o xapono e o sistema de saúde e entre a saúde tradicional e a saúde alopática. A percepção e o conhecimento que os mesmos detêm do sistema de saúde lhes possibilita levar as reivindicações e os problemas observados aos conselhos locais e distritais. Em adição,  os agentes desempenham um papel permanente nas aldeias, onde eles repassam as informações através da tradição oral, por meio de reuniões ou diálogos diários dentro do xapono.

O desenvolvimento de um programa de Educação em Saúde possibilitou a criação de uma rede de AIS capacitada sobre a questão da desnutrição infantil. Esta rede, juntamente com os AISAN, as mulheres, os professores e as lideranças, realiza ações de prevenção de modo contínuo nas aldeias, utilizando as ferramentas elaboradas para mapear a situação de saneamento nos xapono e planejar ações de fortalecimento em nível comunitário.

 

A implantação do sistema de purificação de água com a utilização de energia solar auxilia na prevenção e cura de doenças. A análise da variedade nutricional das crianças permite identificar e sanar falhas que possam gerar a subnutrição ou a desnutrição.

Por fim, há uma maior visibilidade da ação da Secoya na educação em saúde com a participação em esferas públicas tais como as assembleias da Kurikama e o Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami (CONDISI).

Tel.: (92) 3646-2775

e-mail:  secoya.org@gmail.com

Rua Rui Barbosa, 12 - Santa Inês

Santa Isabel do Rio Negro - AM

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