GÊNERO

Os papéis das mulheres e homens são codificados na sociedade Yanomami. Há um modelo específico e complexo de divisão de trabalho entre si, projetado para atender as necessidades de toda a comunidade, com vista a assegurar a subsistência e o bem-estar de cada família. As relações de gênero Yanomami estão marcadas pela assimetria, em razão de que não devem ser automaticamente interpretadas mediante equação homens dominantes / mulheres subordinadas, uma vez que as posições se alternam conforme as circunstâncias sociais.

Mulheres Yanomami nuas com a pele coberta de pinturas

infância e adolescência

É notório que a vida das crianças no xapono se caracteriza por significativa liberdade e
o processo de aprendizagem ocorre através da imitação e participação nas atividades dos adultos, sendo bem verdade que as mesmas sofrem das mudanças sociais que impactam na atualidade. Por este motivo, a Secoya preconiza ampliar o espectro de sua atuação, buscando garantir os direitos que lhes são outorgados enquanto crianças e enquanto indígenas.

GESTÃO DE RISCO

A gestão de riscos tornou-se um elemento importante e de cunho institucional considerando o ambiente hostil no qual atuamos e o impacto de políticas públicas que têm estimulado a violência no campo e o desrespeito a legislação vigente no que tange aos direitos indígenas, ambientais, sociais e humanos implicados de alguma forma. A realidade da pandemia intensificou o clima de insegurança e mesmo de abandono das populações indígenas, requerendo adaptabilidade e construção de protocolos de segurança das organizações. Tais protocolos devem dar conta da segurança física individual e coletiva, institucional  e digital, tentando incluir elementos de biossegurança para o futuro processo de desconfinamento, e ainda aspectos que fortaleçam as políticas de proteção aos povos indígenas em particular.