E-Changer fortalece o luta pelos direitos do povo Yanomami no Amazonas

Parceria com a Associação Serviço e Cooperação com o Povo Yanomami permite trabalho de apoio aos saberes tradicionais



O trabalho de fortalecimento de saberes tradicionais e de fortalecimento da luta pelos direitos indígenas do Povo Yanomami vem sendo desenvolvido pela Associação Serviço e Cooperação com Povo Yanomami (Secoya) desde 1991 na região do Médio Rio Negro no Amazonas. Desde 2019, a organização não governamental conta com o apoio da E-Changer, associação voltada à cooperação para o desenvolvimento por meio do intercâmbio de pessoas e de conhecimento entre pessoas, através de organizações locais e movimentos sociais locais.


Diante do atual contexto brasileiro de ascensão de representantes dos interesses do agronegócio no cenários político, exercendo pressão sobre os territórios dos povos indígenas, a E-Changer ampliou o apoio à luta do povo Yanomami por meio de duas cooper-atrizes locais: Maria Assunta Pedrosa Ferreira e Steffanie Schmidt, que ingressaram na Secoya em 2020 e 2021, respectivamente.


Bióloga e professora, Maria Assunta é indígena Tukano avalia como um avanço uma organização internacional enxergar e compreender a necessidade de colaboração com a luta pelo direito à Terra e à Saúde a partir do saberes tradicionais.




“É muito importante entender a autonomia e soberania dos povos. Então, se existem organizações que fazem esse trabalho, a partir da demanda deles, é um reconhecimento e do respeito aos valores desses povos, que nós buscamos fortalecer”, afirma.


Ela cita como exemplo a demanda apresentada pelas mulheres Yanomami de socializar, entre elas, práticas e conhecimento relacionadas ao acompanhamento da gestação, parto e pós-parto. A partir dessa necessidade foram organizados dois encontros de Mulheres no Rio Marauiá, município de Santa Isabel do Rio Negro (a 631 quilômetros de Manaus) e onde está uma parte do território Yanomami no Amazonas.




A jornalista Steffanie Schmidt destaca a importância do apoio ao fortalecimento da narrativa Yanomami frente ao volume de informação global que privilegia interesses de grupos econômicos interessados na exploração das terras indígenas no Brasil.


“Além disso, nosso trabalho tem a missão de combater a desinformação sobre a cultura e modo de vida dos povos indígenas, mitigando preconceitos e sensibilizando a opinião pública a respeito das violações de seus direitos”, explica.



A Secoya trabalha com o povo Yanomami promovendo ações nas áreas de educação, saúde, desenvolvimento sustentável e direitos indígenas com objetivo de lutar e defender os direitos e interesses do povo Yanomami, promover sua autonomia e realizar ações voltadas à melhoria das condições de vida dos indígenas.

Desde a contratação das cooper-atrizes, a Secoya já desenvolveu as seguintes atividades junto ao Povo Yanomami:


  • Apoio à segurança alimentar durante a pandemia de Covid-19

  • Diagnóstico da realidade Yanomami no Médio Rio Negro pós-Covid-19

  • Dois encontros de Mulheres Yanomami

  • Apoio à Assembleia Geral eletiva da Associação Yanomami Kurikama

  • Encontro de formação da diretoria da Associação Yanomami Kurikama

  • Avaliação e planejamento do programa de Educação Diferenciada junto aos Yanomami


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